O Gerenciamento, a rentabilidade e a permanência no mercado jurídico: três
palavras essenciais para o crescimento sustentável.
Por Gustavo Rocha
Muitos escritórios de advocacia cresceram com fundamentos de foco no
cliente, solução dos dilemas difíceis que outros escritórios já haviam
tentado e não conseguido, em suma, cresceram com muito esforço, garra,
competência e vontade.
Não são simples adjetivos. São verdadeiras marcas de escritórios campeões.
Esta marca lhes proporcionou uma garantia de mercado, gerando-lhes um nome
reconhecido, sendo procurado cada vez mais por clientes com vistas a obter
o sucesso e consequentemente, o crescimento do escritório.
Cresceu em número de funcionários e ações, em número de cargos e funções,
cresceu e precisou ser gerenciado.
Normalmente aquele funcionário que mais se destaca com perfil de liderança
começa a transformar-se no gerente, coordenador ou mesmo sem cargo,
naquele que os outros seguirão para compreender a sistemática e
organização do escritório.
Então temos um crescimento que continua existindo, com rentabilidade maior
e a ilusão de que tudo está indo perfeitamente.
Esta faceta do crescimento leva muitos escritórios à bancarrota. Não estão
acostumados ao desenvolvimento sustentável, não extraem de seus controles
e controladores mecanismos escorreitos de gerenciamento, não utilizam
corretamente o investimento em pessoas e tecnologia com fins de
sustentabilidade permanente.
Após o crescimento do escritório, a direção busca a tecnologia para
controlar os processos e procedimentos, aproveitando o material humano que
possui no escritório. Nada errado investir nos talentos da própria
empresa, contudo o que é feito pelos operadores dos programas de
informática é mapear, organizar a estrutura de forma a automatizá-la, ou
seja, transformar tarefas antes controladas manualmente, agora a serão
pelo sistema, fornecendo relatórios, planilhas e um controle efetivo.
Realmente é uma solução que deve ser implementada, contudo, há um hiato
que deve ser analisado, para que a sustentabilidade ocorra.
Se a informática conseguiu automatizar tarefas, fornecer um controle
perfeito acerca de tudo que existe no escritório, ela o fez com base
naquilo que já existe. Ou seja, foram mapeados e mantidos procedimentos
que podem não ser os mais adequados para o gerenciamento do escritório.
Em suma, dentro de algum tempo, percebe-se que o gerenciamento não está a
contento e altera-o novamente. Mudam-se, então, igualmente a maneira em
que era controlado o sistema, normalmente com aplicação de customizações
(alterações feitas pelo fabricante exclusivamente para aquele cliente), em
resultado de maiores investimentos e a cada mudança, maiores custos.
Isto sem contar que os procedimentos internos que devem ser controlados e
aplicados têm que visar um único foco: o cliente. É a satisfação do
cliente que mantém o escritório de advocacia.
Diante desta problemática, poderemos ter o crescimento sustentável, se
aliarmos o gerenciamento, a tecnologia e o foco no cliente para obtermos a
rentabilidade do negócio de forma permanente.
Somente o gerenciamento com uma visão jurídica, aliado as tecnologias do
escritório, reduzindo custos e opondo soluções, com vistas aos anseios da
clientela, alicerçado com busca de maior rentabilidade e administração
sustentável pode trazer a solução ao crescimento desordenado.