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Gestão para Inovação

 Karina Rebelo Hofstatter

 

É crescente a percepção das empresas sobre a importância da gestão da inovação para a competitividade, discutindo-se a possível sinergia entre gestão do conhecimento e inteligência competitiva. Busca-se sintetizar as características das diferentes abordagens, pois se trabalhadas em conjunto, podem colaborar para o aperfeiçoamento da tomada de decisão que pressupõem alta densidade de informação, além de promover um ambiente de estímulo à inovação.

Quando se fala em gestão da inovação, identificam-se dois níveis de execução: o interno ligado aos processos de identificação e construção de competências essenciais, edificação e circulação do conhecimento, identificação de oportunidades e execução de uma estratégia adequada de integração desses processos com Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e a Produção. E no nível externo à organização, ligado a capacidade e contratar e vender competências, captar recursos financeiros e interagir com organizações que possam contribuir para a produção interna de conhecimento da empresa, tais como universidades, institutos de pesquisa, fornecedores e mesmo empresas concorrentes.

Novas tecnologias de comunicação e informação trazem possibilidades e questões ainda não exploradas a respeito da gestão do conhecimento e a inteligência competitiva nas organizações. O tema Gestão do Conhecimento faz fronteira com as diversas áreas do conhecimento das organizações, sendo multidisciplinar por excelência, pois o grau de conhecimento das organizações considera o conjunto de competências das diversas áreas que as compõem, tais como Planejamento, Mercadologia, Processos, Finanças e Gestão do Capital Humano, dentre outras, as quais, no seu conjunto, quando devidamente aplicadas, deverão permitir que as organizações estejam em condições de obter vantagens competitivas.

Segundo Fuld (1994), a inteligência competitiva é um conceito de informação analisada, que auxilia a tomada de decisão estratégica e tática. A palavra “competitiva” relaciona-se à aquisição de informações públicas e acessíveis sobre os concorrentes. Alguns autores caracterizam a inteligência competitiva como um monitoramento do macro ambiente, possibilitando à organização um processo de aprendizado contínuo, voltado ao planejamento e a decisões estratégicas. Em algumas organizações são utilizadas ferramentas para monitorar essas tendências tecnológicas e a inovação, gerando subsídios para a tomada de decisão.

Estamos diante de um cenário de rara complexidade, no mundo corporativo e na sociedade em geral. Fenômenos econômicos e sociais, de alcance mundial, são responsáveis pela reestruturação do ambiente de negócios. A globalização da economia, impulsionada pela tecnologia da informação e pelas comunicações, é uma realidade da qual não se pode escapar. É nesse contexto que o conhecimento se transforma em um valioso recurso estratégico para a vida das pessoas e das empresas.

A criação e a implantação de processos que gerem, armazenem, gerenciem e disseminem o conhecimento representam o mais novo desafio a ser enfrentado pelas empresas. Termos como “capital intelectual”, “capital humano”, “capacidade inovadora”, “ativos intangíveis” ou “inteligência empresarial” já fazem parte do dia-a-dia de muitos executivos.


Referências Bibliográficas

DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo corporativo: como ser empreendedor, inovador e se diferenciar em organizações estabelecidas. 2ª. Ed. Rio de Janeiro: Campus, 2003. 183 pg.

DRUCKER, Peter F. Inovação e Espírito Empreendedor.  2ª. Ed. São Paulo: Pioneira, 1987. 378pg.

FULD, Leonard M. The new competitot intelligence. New York: John Wiley & Suns, Inc., 1998

 

Originalmente publicado no site: http://www.rodrigolamb.com.br/desenvolvimento/kr/mostra_geral.php?id=25&n=Artigos

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